segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Que tal testar seus conhecimentos sobre José de Alencar

http://educacao.uol.com.br/quiz/2012/11/06/o-que-voce-sabe-sobre-jose-de-alencar.htm

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Em Defesa do Humor

          É o próprio autor mexicano Juan Pablo Villalobos quem admite: não consegue deixar de fazer graça. Radicado em São Paulo, o autor do surpreendente romance de estreia Festa no Covil conversou nesta quarta, na Praça da Alfândega, sobre humor com Cíntia Moscovich e Fabrício Carpinejar. Para ele, tanto o México quanto o Brasil têm problemas que só podem ser encarados com humor ou drama. Ele escolhe o riso. "Nossas sociedades têm muitas deficiências, muitas questões a resolver. No nível político, nossos países são absurdos, então a atitude diante disso pode ser a de rir ou a de pender para o trágico, o dramático", disse o autor à reportagem de Zero Hora, em um português fluente e quase sem sotaque.



          Justamente por estar morando no Brasil, Villalobos foi convidado pela Granta inglesa para escrever textos apresentando a edição da polêmica seleção dos 20 Maiores Escritores Brasileiros anunciada em julho deste ano. O resultado tem sido publicado no site da revista (www.granta.com).

          São textos engraçadíssimos sob o ponto de vista de um "emissário comercial extraterrestre" enviado ao Brasil. O mais recente é um hilário guia Brasil: Modo de Usar, com coisas como "O sistema bancário brasileiro foi criado por um escritor checo chamado Franz Kafka" ou "Dicas que podem salvar sua vida: nunca verbalize uma única opinião negativa sobre música brasileira (...) Tenho certeza de que eles esperavam um ensaio, sério, apresentando aspectos culturais do Brasil, mas preferi apresentar meu olhar bem-humorado de estrangeiro residente".

          Na mesa que dividiu com Carpinejar e Cíntia, provocado pelos interlocutores, falou da construção de seu romance, narrado em tom de fábula sarcástica pela voz de uma criança filha de um barão do tráfico: "Eu pensava em fazer a história de um garoto com um desejo esquisito, o de ter um hipopótamo. Depois, pensei o que aconteceria se ele pudesse realizar esse desejo. Só sendo filho de alguém poderoso, um narcotraficante".

Erik Ferrazzi

Último Lançamento de Ronaldo Augusto

           Arroz de festa é um simpático clichê que se encaixa ao momento do poeta Ronald Augusto. Às 18h desta quinta, o autor volta à Praça de Autógrafos da Feira, desta vez para o lançamento de "Decupagens Assim", uma obra de ensaios e críticas literárias escritas a partir de 2004. Acontece que Ronald já havia tido a proeza de autografar dois livros na última quarta-feira, um atrás do outro: Cair de Costas e Oliveira Silveira – Obra Reunida.



          Em comum nas três obras, há a presença de um filete por onde escorre uma identidade negra. Ronald e Oliveira Silveira tratam da inquietação racial - e nisso eles se parecem muito. Ambos espantam o ranço de um mofo bem comum ao assunto e se utilizam de uma linguagem feito música, verbalizada, que se abre à imaginação.



          Cair de Costas, por exemplo, reúne seis livros de poesia de Ronald de edições antigas, já esgotadas. Sobre essa obra, outro poeta, Ricardo Silvestrin, ao ler os poemas de priscas eras até os mais recentes, disse ter flagrado essa constância negra. Tem razão Silvestrin, embora Ronald não pose assim como um ator da causa. Desde os primeiros versos, Ronald demonstra uma inquietação com a linguagem, sugestiva e ágil.

Erik Ferrazzi

"Ai Meu Deus, Ai Meu Jesus", de Carpinejar

          Carpinejar vem colecionando prêmios: Jabuti (Câmara Brasileira do Livro), APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), Erico Verissimo (Câmara Municipal de Vereadores de Porto Alegre), Olavo Bilac (Academia Brasileira de Letras), Cecília Meireles (União Brasileira de Escritores) e o Açorianos de Literatura em três edições (Secretaria de Cultura de Porto Alegre). Isso falando só nos mais importantes. São 20 os livros editados: oito de poesia, cinco de crônicas e sete infantojuvenis.



           Além de poeta e cronista, é jornalista e professor. E apresentador da TV Gazeta. E comentarista da Rádio Gaúcha. Colunista da Zero Hora. E blogueiro. E twitteiro. E saltimbanco, acrobata, demiurgo, hermeneuta, aforista, menestrel, performático, estiloso e outros desaforos mais. Não bastasse isso tudo, é uma das 27 personalidades mais influentes na internet, escolhido pela revista Época: são mais de 2 milhões de visitas ao blog e mais de 150 mil seguidores no Twitter. São índices que raramente a literatura produz. E vale a lembrança que suas aparições na mídia são posteriores ao sucesso literário. Ou seja, a obra escrita o precedeu como figura pública.



          Escrito de cabo a rabo com humor e contundência, pertence à aquela espécie de livro que, depois de pegá-lo, fica imantado nas mãos. É impressionante a capacidade que o autor demonstra ao fotografar cenas comuns e cotidianas da vida amorosa. Ao escrevê-las, faz com aquela aguda leveza que provoca um riso lá pelos dentros do leitor, que se reconhece no efeito de "É isso! É isso mesmo!".

Erik Ferrazzi

Fotografias de Flávia Junqueira em "Gorlovka"

           Em "Gorlovka, 1951", Flávia Junqueira apresenta fotografias feitas em 2011 em um Palácio da Cultura da era soviética abandonado na cidade de Gorlovka, Ucrânia. A exposição está em cartaz no Museu da Imagem e do Som (Avenida Europa, 158 - (11) 2117 4777 - www.mis-sp.org.br) de 7/11/12 a 6/1/13 às terças a sábados, das 12 às 22h; e aos domingos e feriados, das 11 às 21h. A entrada é gratuita.

          "Doces Sonhos" e "Pregoeiros", da artista cubana Tania Dearriba. De 6 a 30/11/23, o Club Transatlântico (Rua José Guerra, 130 ? Chácara Santo Antônio - www.clubtransatlantico.com.br) recebe a exposição "Uma viagem com várias estações". A galeria está aberta de segunda à sexta-feira, das 9h às 22h, e todas as obras estarão à venda.





          Obra de Cristina Schleder da série "Janelas". De 6 a 17/11/12, a mostra gratuita "O Olhar de Cada Um" conta com 20 fotografias e está em cartaz na Galeria Arte Aplicada (Rua Haddock Lobo, 1406 - Jardim Paulista (11) - 3064-4725) de segunda a sexta das 10h às 19h, e sábado das 10h às 14h. Mais informações podem ser encontradas em www.arteaplicada.com.br



Erik Ferrazzi

Nova "Virada" de Impressionismo no Rio de Janeiro


          Entre os dias 17 e 18 de novembro, o Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro promove mais uma Virada Impressionista. Das 9h do sábado às 21h do domingo, o espaço funciona sem interrupções para que os visitantes possam conferir as obras da exposição "Impressionismo: Paris e a Modernidade, Obras Primas do Acervo do Museu d’Orsay de Paris, França".



          Será a segunda edição do evento, que vai ocorrer entre os feriados do dia 15, Dia da Proclamação da República, e do 20, Dia da Consciência Negra.

          Com 85 obras vindas do Museu d'Orsay, em Paris, na França, a mostra é gratuita e está em cartaz desde 23 de outubro. Obras de artistas como Monet, Renoir, Cézanne, Van Gogh e alguns menos conhecidos como Carolus-Duran e Louis Anquetin são exibidas no espaço.

          A primeira virada impressionista carioca ocorreu no sábado, dia 27 de outubro. Em São Paulo, onde esteve em cartaz de de 4 de agosto a 7 de outubro, a mostra atraiu 320 mil visitantes.

Pamella Durante

Paródia de "Avenida Brasil"

          Em temporada no Rio de Janeiro desde setembro de 2012, a paródia de "Avenida Brasil", intitulada "Novela Brasil" prorrogou sua temporada até 14 de novembro. As peças serão exibidas no Theatro NET RIO e as apresentações são às terças e quartas, às 21h.



          No espetáculo, o público vai rever momentos de personagens de “Avenida Brasil”, como Carminha (Adriana Esteves), Nina (Débora Falabella), Max (Marcelo Novaes), Tufão (Murilo Benício), Ivana (Letícia Isnard), Suellen (Ísis Valverde), Monalisa (Heloísa Perissé), Leleco (Marcos Caruso), Muricy (Eliane Giardini), Ágata (Ana Karolina Lannes), Mãe Lucinda (Vera Holtz) e Nilo (José de Abreu).
Onde: Theatro NET RIO – Sala Paulo Pontes / Rua Siqueira Campos, 143 / Sobreloja, Copacabana – Rio de Janeiro - RJ
Quando: Terças e Quartas às 21h até 14 de novembro
Quanto: R$ 50,00 / R$ 25,00 (meia-entrada)
Compra de ingressos: Na bilheteria do teatro ou através do site www.ingresso.com
Funcionamento daBilheteria: Todos os dias, de 10h às 20h (para compra antecipada)
Formas de pagamento: Dinheiro, cartão de crédito e débito
Duração do espetáculo: 90 minutos
Classificação etária: 14 anos
Capacidade da sala: 100 lugares
Pamella Durante

São Paulo Ganha Exibição Gratuita do Filme de Scorsese


          A Cultura Inglesa exibe gratuitamente nesta quarta-feira (7) o documentário “George Harrison – Living in the Material World” (EUA, 2011), do diretor Martin Scorsese.O filme sobre o ex-Beatle terá outras cinco apresentações em São Paulo e na Grande SP até o dia 21 de novembro.



          O longa mostra a trajetória de George Harrison como guitarrista, desde o início da carreira em Liverpool até os último dias de vida, contando com imagens de arquivo e depoimentos de Paul McCartney e Ringo Star.Também fazem parte declarações de outras personalidades como Eric Clapton, Eric Idle, Terry Gilliam e Yoko Ono.

          As exibições são abertas ao público e ocorrem nas unidades da Cultura Inglesa da Vila Mariana, Granja Viana e Alphaville e da Entry (escola filiada à Cultura Inglesa) da Penha e de Osasco.


“George Harrison – Living in the Material World” (EUA, 2011)
Quando:
Vila Mariana: 7 e 8 de novembro, às 18h.
Granja Viana: 9 de novembro, às 19h.
Alphaville: 21 de novembro, às 18h30.
Osasco: 9 de novembro, às 19h.
Penha: 10 de novembro, às 13h

Pamella Durante

Centenário do Gonzagão!


Para sempre Gonzaga!          

          Os 100 anos do nascimento de Luiz Gonzaga, um dos ícones da cultura brasileira e nordestina, ganham mais uma homenagem em Brasília. A exposição “Imaginário do Rei – Visões sobre o Universo de Luiz Gonzaga” foi aberta na  terça (6), no Palácio do Planalto.



          A mostra traz para os brasilienses um coletivo de artes, com pinturas, fotografias e esculturas de diversos autores sobre a vida e a obra do Rei do Baião. Parte do acervo foi criado especialmente para a exposição, de acordo com o curador, Bené Fonteles.

          “Tentamos mostrar de forma  diversificada a vida e obra de Gonzagão, que tem importância histórica e cultural crescente para o nosso país”, disse.



          Entre as obras de destaque, estão as xilogravuras (técnica que usa a madeira como matriz) de artistas cearenses como José Lourenço , Francisco de Almeida e João Pedro do Juazeiro. Esculturas de Cícero Arraes, de Juazeiro do Norte, e da cearense Liara Leite também compõem a mostra.



          O público terá a chance de ver ainda fotografias raras de Luiz Gonzaga, em diversos momentos de sua carreira e da vida pessoal. Outra atração será a obra dos artistas Narcélio Grud e Tércio Araripe, que criaram um instrumento musical especialmente para a exposição.

          A mostra já passou por Recife, Salvador, Fortaleza e João Pessoa. Na capital do país, ela ficará aberta até o dia 5 de dezembro.

“Imaginário do Rei – Visões sobre o Universo de Luiz Gonzaga”
Quando: de 6 de novembro a 5 de dezembro. Segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, e aos domingos, das 9h30 às 14h30
Onde: Palácio do Planalto (Praça dos Três Poderes, térreo)
Quanto: Entrada gratuita

Pamella Durante

Fotografando Curitiba

Curitiba pelo olhar estrangeiro...




          Começa nesta quarta (7) e segue até dia 25 de novembro a exposição “Curitiba pelo Olhar Estrangeiro” no Memorial de Curitiba. A mostra foi organizada pela Rede de Estudantes de Intercâmbio em Curitiba e reúne fotografias da cidade feitas por estudantes estrangeiros que residiram em Curitiba no período de seis meses a um ano.

          Foram inscritas 200 fotos para participar da mostra, mas foram escolhidas apenas 16, que por sua vez foram transformadas em cartões-postais e serão vendidas nos comércios da cidade.

          A curadoria da mostra é de Lucia Demamann Müller e a ideia da exposição surgiu da busca de um novo olhar sobre Curitiba. “Queríamos saber com que olhos os outros nos vêem, muito além daquilo que já sabemos que Curitiba tem de bom, queríamos aquilo que ficou de fora do cartão postal”, diz.

          A nacionalidade dos fotógrafos é bastante diversa, incluindo paraguaios, colombianos, alemães, austríacos e estadunidenses. O Largo da Ordem e a Praça da Espanha foram os locais mais fotografados.

Pamella Durante

"God of War" chega no Brasil em novembro!


          A Editora Leya vai publicar no Brasil o livro "God of War", baseado no primeiro jogo da popular série de ação. Com 384 páginas e preço sugerido de R$ 29,90, o livro chegará ao país em 23 de novembro.



         O romance escrito por Matthew Stover e Robert E. Vanderman, conta a história de Kratos, detalhando os eventos vistos no primeiro "God of War", desde o passado do guerreiro espartano até sua luta contra Ares, o Deus da Guerra. Além do romance "God of War" e é claro, dos games, Kratos já estrelou uma minissérie em quadrinhos, do selo Wildstorm, publicada no Brasil pela editora Panini.


          Diferente do que se esperava, "God of War: Ascension" não será uma continuação direta de "God of War III", mas uma "prequel" contando a história de como Kratos se tornou servo de Ares, antigo deus da guerra na franquia.

          "Ascencion" também é o primeiro jogo da franquia "God of War" com uma modalidade multiplayer. Exclusivo para PlayStation 3, "God of War: Ascension" chegará às lojas em 12 de março de 2013.

Pamella Durante

"Cinquenta Tons de Liberdade"

Editora: Intrínseca
Tradutora: Maria Carmelita Dias
Páginas: 544 páginas


          A chegada de “Cinquenta Tons de Liberdade” às livrarias brasileiras nesta quinta-feira (8) finaliza a trilogia erótica “Cinquenta Tons de Cinza” e deixa um legado de milhões de fãs, consolidando a inglesa E. L. James como uma das autoras mais bem-sucedidas do século 21.



          Os lances finais do cálido relacionamento entre Ana Steele e Christian Grey trazem as últimas respostas para os leitores e continuam a oferecer aquilo que tanto os atraiu inicialmente – um festival de cenas de sexo.

           Com mais de 40 milhões de cópias vendidas no mundo, a série caiu no gosto do público, especialmente o feminino. De leitura simples e rápida, os três livros invadiram o imaginário das mulheres e se tornaram um passatempo indispensável para quem está atrás de um romance com momentos mais picantes.
Para se ter uma ideia do fenômeno de vendas, a saga “Crepúsculo” (na qual a autora se inspirou para começar a criar seu romance) levou mais de três anos para alcançar 20 milhões de exemplares vendidos mundialmente, enquanto “Cinquenta Tons” precisou de apenas seis meses para atingir o mesmo patamar.



          No Reino Unido, a trilogia já chegou à casa das 12 milhões de unidades. “Cinquenta Tons de Cinza” superou a marca de um milhão de exemplares em apenas 11 semanas – menos do que o recordista anterior ("O Código Da Vinci"), com 36 semanas. Apesar de representativos, os números ainda estão longe do sucesso de “Harry Potter”, cujos sete livros acumulam vendas de mais de 450 milhões de exemplares.

          O impacto no Brasil também é alto, e a série já chegou a um milhão de cópias vendidas (650 mil de “Cinquenta Tons de Cinza” e 350 mil de “Cinquenta Tons Mais Escuros”). De acordo com a editora Intrínseca, responsável pela publicação do livro no Brasil, “Cinquenta Tons de Liberdade” terá tiragem inicial de 600 mil exemplares.

Pamella Durante

Agosto, de Rubem Fonseca

Ano: 1990
Editora: Record
Gênero: Romance policial
Páginas: 349

          Chegou o café dos presos, disse Rosalvo, o senhor pediu pra avisar.
No xadrez, em duas celas com capacidade prevista pra oito presos, havia trinta homens. As celas de todas as delegacias da cidade estavam com excesso de presos aguardando vagas nos presídios, uns à disposição da justiça esperando julgamento, outros já condenados.
         Mattos considerava aquela situação ilegal e imoral e tentara fazer um movimento grevista no Departamento Federal de Segurança Pública: os policiais parariam de trabalhar até que todos esses presos fossem transferidos para penitenciárias. O comissário não conseguira apoio dos colegas. As penitenciárias também estavam lotadas, e a greve proposta por Mattos não teria nenhuma consequência prática, causaria apenas uma repercussão negativa. Mattos afirmava que era esse o objectivo preliminar da greve, chamar a atenção da opinião pública e forçar as autoridades a procurar uma solução para o problema. Uma utopia desvairada, dissera o comissário
Pádua, você errou de profissão.
         Os assessores jurídicos do DFSP haviam recebido ordens para encontrar uma maneira legal de exonerar Mattos, mas o máximo que conseguiram foi suspendê-lo por trinta dias. O delegado Ramos, titular do distrito onde Mattos trabalhava, evitara, através de suas amizades na Chefatura, que ele fosse transferido para o distrito de Brás de Pina, como os corruptos do gabinete queriam, com o objectivo de puni-lo. Esse distrito, além de distante, tinha instalações precárias e apresentava o maior índice de ocorrências policiais, logo abaixo do 2.” Distrito, de Copacabana. Mas Ramos não queria proteger o comissário; o delegado usava o nome de Mattos para ameaçar os banqueiros. Certa ocasião Rosalvo, o investigador, surpreendera Ramos dizendo intimidativamente a um banqueiro do bicho: Eu mando o comissário Alberto Mattos fechar todos os seus pontos, ouviu?!
          Rosalvo quando o banqueiro se retirou dissera para o delegado: O doutor Alberto Mattos mata o senhor se descobrir que está usando o nome dele. Ramos ficou pálido. Como é que ele pode saber? Os bicheiros não são malucos de contar. Só se for você. Rosalvo respondera: Eu? Doutor, macaco inteligente não mete a mão em cumbuca. Toda delegacia tinha um tira que recebia dinheiro dos bicheiros da jurisdição para distribuir com os colegas. Esse policial era conhecido como apanhador. O dinheiro dos bicheiros - o levado - variava de acordo com o movimento dos pontos e a ganância do delegado. Rosalvo, como um bom come-quieto, não entrava no rateio do levado pois recebia por fora directamente dos bicheiros; estes queriam ter as boas graças do assistente do comissário Mattos; a honestidade do comissário era considerada pelos contraventores como uma ameaçadora manifestação de orgulho e demência.

Pamella Durante

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Ana Maria Machado ganha prêmio Ibero


         A escritora brasileira, Ana Maria Machado ganhou o VIII prêmio Ibero-americano SM de literatura infantil e juvenil, em Guadalajara, oito de outubro.
         
                                           

         O acadêmico alemão Jochen Weber, afirmou, ao ler a ata do júri em entrevista coletiva que a obra da escritora possui "uma linguagem cuidadosa, lírica e que recupera a riqueza da oralidade" e ainda comentou sobre os livros da brasileira "um estilo narrativo simples e complexo ao mesmo tempo, que apela à inteligência do leitor e ilustra o compromisso com seus leitores em diversos gêneros como a narrativa, o teatro e a poesia", apontou Weber.                                    
        A autora já escreveu direcionando-se aos adultos , mas ultimamente tem  se dedicado à literatura infantil com as obras:  "O pequeno Pedro e seu boi voador (1979)" e "Era uma vez três" (1980), além de textos ecológicos como "Um montão de unicórnios (1983)" e "Gente, animal, planta: o mundo me encanta (1984)".

domingo, 4 de novembro de 2012

Crônica do amor


"Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.


Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.


Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.


Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.


Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.


Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no

ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.


Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a

menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama

este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.


É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura

por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?


Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.


Não funciona assim.


Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.


Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!


Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa."


Arnaldo Jabor

Postada por: Bárbara Conti 

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Academia Sueca nega favorecimento de tradutor a Nobel de Literatura Mo Yan



Peter Englund, secretário permanente da Academia Sueca e responsável por indicar os prêmios Nobel, negou que o fato de um dos jurados em literatura ser tradutor do vencedor, o escritor chinês Mo Yan tenha interferido na escolha.
Vários meios de comunicação levantaram a hipótese, alegando que o tradutor Göran Malmqvist poderia se beneficiar indiretamente com o Nobel, já que cresceria a circulação das obras do autor chinês na Suécia.
 De acordo com Englund, Malmqvist só traduziu Mo Yan pelo fato da academia ter indicado, e que "as pessoas deveriam ler Mo Yan em vez de alimentar essas discussões".

                                                                                                           
                                                                                                              Anna Jacqueline

Literatura de massa


A literatura de massa é feita para o entreter? Ou para a alienação? Essa literatura têm suas respectivas críticas, já que dizem que sua essência geralmente atinge a massa, os “ignorantes” de cultura, público semiculto.

O autor Paulo Coelho, alvo de críticas de vários outros autores, tem sucesso de vendas e se consagra no meio mais popular.

A Literatura de Massa tem retomado a temática do mito heróico do passado, orientando a imaginação no sentido do consumo. A figura do herói tradicional – valente e sedutor – domina o texto literário. Não há romance policial, de ficção científica ou de aventuras que deixe de apresentar ao público um personagem heróico todo-poderoso, embora adaptado à linguagem da época, para gozar
                                                                                                      Bárbara Conti

Romance


Romance: palavra que surgiu a partir do Romantismo, até mesmo antes do Realismo. Tem como origem da expressão latina ROMANICE SCRIBERE, “escrever em idioma romance”, que veio de ROMANICUS, “ao estilo de Roma”, de ROMANUS, “romano, referente a Roma”, de ROMA, “Roma”. A primeira obra considerada um romance por alguns é Dom Quixote de La Mancha de Miguel de Cervantes, escrita em 1600.
 
 
É um estilo literário, ou melhor, gênero literário, que tem como característica a narração complexa, já que um romance possui vários núcleos, ou seja, várias sub-histórias que contam uma trama só. A linguagem de um Romance é variável, depende de quem escreve, e do tipo de romance. Os principais romances da literatura brasileira são:

Romance urbano: Comportamento social de uma cidade. Ex: Tramas envolvendo intrigas amorosas.

Romance Regionalista: Trata-se de questões sociais de uma determinada região, destacando características de cada região.

Romance Indianista: trás a tona costumes indígenas. Ex: idealização do Índio.

Romance Histórico: Da ênfase a história de determinada época.

Romance Romântico: Destaca os ideais cavalheirescos, a idealização da mulher e o heroísmo. Histórias sempre com o final “feliz”.

Romance Realista: É carregado de críticas sociais e traz à tona defeitos dos homens que até então não eram revelados, como o materialismo, a traição, além de defeitos de caráter e personalidade explicados pelo determinismo.

Romance Naturalista: Tem semelhanças com o Realismo, se diferencia pelo fato de o Romance Naturalista tende aos aspectos patológicos, dando margem a características animalescas.

Romance Modernista: Caracteriza-se pelo seu caráter revolucionário e pelo protesto.

Exemplo: Graciliano Ramos “Vidas Secas”
 

"...Sinhá Vitoria beijava o focinho de Baleia, e como o focinho estava ensanguentado, lambia o sangue e tirava proveito do beijo..."

                                                                                                                    Bárbara Conti

Literatura Fantástica



A palavra ‘ fantástica’ vem do latin ‘ phantasticus’. Sendo assim podemos definir literatura fantástica como uma narrativa feita pelo imaginário, o que supostamente não existe em nossa realidade. A literatura fantástica encontra-se no Classicismo, tento em expressões Líricas quanto Épicas.

Alguns elementos básicos  da literatura fantástica são: Mitos, histórias folclóricas, contos de fadas e também as narrativas góticas com os relatos de terror, ficção científica. Ainda dentro deste gênero estão os sub—gêneros chamados RPGs – Role Playing Games, jogos este que envolvem encenações, nas quais cada participante  se passa por um personagem, tendo como cenários coisas ligada a imaginação.

Matéria: Erik Ferrazzi

sábado, 6 de outubro de 2012

Luisa Geisler tem dois livros premiados com apenas 21 anos.


Com apenas 21 anos, Luisa Geisler, nascida em Canoa no Rio Grande do Sul, tem dois livros publicados e premiados pelo SESC de Literatura.

  Estudante de Relações Internacionais teve seu primeiro livro, “Contos de Mentira” em 2001 e um ano depois lança um romance que investiga a relação entre dois primos, Clarissa de 11 anos e Arthur de 18 anos com o título “Quiçá”.

  Luisa tem como influencia para escrever seus livros conflitos familiares, globalização, individualismo e no conflito de gerações, também busca inspiração em histórias de outras pessoas para escrever.

 No livro “Contos de Mentira”, Luisa fala sobre pequenas mentiras que nos fazem humanos, reunindo dezessete textos com histórias de pessoas que falam de sentimentos e mentiras metafóricas, também retratando o ser humano sozinho com sua incompletude. Foi escolhido pela comissão final formada por Raimundo Carrero e Marina Colasanti por conter pequenas histórias densas que retratam o ser humano solitário, levando o Prêmio Sesc Literatura. Esta à venda no bestbooks.com.br (por R$ 23,72).
 
 “Quiçá” tem como trama três núcleos principais, como história principal a relação entre Arthur e Clarissa, primos sem muita intimidade que acabam morando na mesma casa. A segunda linha é o almoço de família no Natal e a alegria superficial que envolve a família. No terceiro núcleo há várias histórias fragmentadas de vivências e sensações, mostrando uma felicidade superficial aos olhos do mundo.

  O livro envolve o leitor ao apresentar uma linguagem coloquial contemporânea relatando os detalhes íntimos humano. “Quiçá” também foi premiado pelo SESC Prêmio de Literatura, está à venda em bestbook.com.br (por R$ 33,92).
 
 Os planos de Luisa Geisler é diminuir o ritmo de compromissos , continuar a escrever se formar em Relações Internacionais e terminar de escrever mais um romance.

Matéria: Letícia Maciel