Em comum nas três obras, há a presença de um filete por onde escorre uma identidade negra. Ronald e Oliveira Silveira tratam da inquietação racial - e nisso eles se parecem muito. Ambos espantam o ranço de um mofo bem comum ao assunto e se utilizam de uma linguagem feito música, verbalizada, que se abre à imaginação.
Cair de Costas, por exemplo, reúne seis livros de poesia de Ronald de edições antigas, já esgotadas. Sobre essa obra, outro poeta, Ricardo Silvestrin, ao ler os poemas de priscas eras até os mais recentes, disse ter flagrado essa constância negra. Tem razão Silvestrin, embora Ronald não pose assim como um ator da causa. Desde os primeiros versos, Ronald demonstra uma inquietação com a linguagem, sugestiva e ágil.
Erik Ferrazzi


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