quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Academia Sueca nega favorecimento de tradutor a Nobel de Literatura Mo Yan



Peter Englund, secretário permanente da Academia Sueca e responsável por indicar os prêmios Nobel, negou que o fato de um dos jurados em literatura ser tradutor do vencedor, o escritor chinês Mo Yan tenha interferido na escolha.
Vários meios de comunicação levantaram a hipótese, alegando que o tradutor Göran Malmqvist poderia se beneficiar indiretamente com o Nobel, já que cresceria a circulação das obras do autor chinês na Suécia.
 De acordo com Englund, Malmqvist só traduziu Mo Yan pelo fato da academia ter indicado, e que "as pessoas deveriam ler Mo Yan em vez de alimentar essas discussões".

                                                                                                           
                                                                                                              Anna Jacqueline

Literatura de massa


A literatura de massa é feita para o entreter? Ou para a alienação? Essa literatura têm suas respectivas críticas, já que dizem que sua essência geralmente atinge a massa, os “ignorantes” de cultura, público semiculto.

O autor Paulo Coelho, alvo de críticas de vários outros autores, tem sucesso de vendas e se consagra no meio mais popular.

A Literatura de Massa tem retomado a temática do mito heróico do passado, orientando a imaginação no sentido do consumo. A figura do herói tradicional – valente e sedutor – domina o texto literário. Não há romance policial, de ficção científica ou de aventuras que deixe de apresentar ao público um personagem heróico todo-poderoso, embora adaptado à linguagem da época, para gozar
                                                                                                      Bárbara Conti

Romance


Romance: palavra que surgiu a partir do Romantismo, até mesmo antes do Realismo. Tem como origem da expressão latina ROMANICE SCRIBERE, “escrever em idioma romance”, que veio de ROMANICUS, “ao estilo de Roma”, de ROMANUS, “romano, referente a Roma”, de ROMA, “Roma”. A primeira obra considerada um romance por alguns é Dom Quixote de La Mancha de Miguel de Cervantes, escrita em 1600.
 
 
É um estilo literário, ou melhor, gênero literário, que tem como característica a narração complexa, já que um romance possui vários núcleos, ou seja, várias sub-histórias que contam uma trama só. A linguagem de um Romance é variável, depende de quem escreve, e do tipo de romance. Os principais romances da literatura brasileira são:

Romance urbano: Comportamento social de uma cidade. Ex: Tramas envolvendo intrigas amorosas.

Romance Regionalista: Trata-se de questões sociais de uma determinada região, destacando características de cada região.

Romance Indianista: trás a tona costumes indígenas. Ex: idealização do Índio.

Romance Histórico: Da ênfase a história de determinada época.

Romance Romântico: Destaca os ideais cavalheirescos, a idealização da mulher e o heroísmo. Histórias sempre com o final “feliz”.

Romance Realista: É carregado de críticas sociais e traz à tona defeitos dos homens que até então não eram revelados, como o materialismo, a traição, além de defeitos de caráter e personalidade explicados pelo determinismo.

Romance Naturalista: Tem semelhanças com o Realismo, se diferencia pelo fato de o Romance Naturalista tende aos aspectos patológicos, dando margem a características animalescas.

Romance Modernista: Caracteriza-se pelo seu caráter revolucionário e pelo protesto.

Exemplo: Graciliano Ramos “Vidas Secas”
 

"...Sinhá Vitoria beijava o focinho de Baleia, e como o focinho estava ensanguentado, lambia o sangue e tirava proveito do beijo..."

                                                                                                                    Bárbara Conti

Literatura Fantástica



A palavra ‘ fantástica’ vem do latin ‘ phantasticus’. Sendo assim podemos definir literatura fantástica como uma narrativa feita pelo imaginário, o que supostamente não existe em nossa realidade. A literatura fantástica encontra-se no Classicismo, tento em expressões Líricas quanto Épicas.

Alguns elementos básicos  da literatura fantástica são: Mitos, histórias folclóricas, contos de fadas e também as narrativas góticas com os relatos de terror, ficção científica. Ainda dentro deste gênero estão os sub—gêneros chamados RPGs – Role Playing Games, jogos este que envolvem encenações, nas quais cada participante  se passa por um personagem, tendo como cenários coisas ligada a imaginação.

Matéria: Erik Ferrazzi

sábado, 6 de outubro de 2012

Luisa Geisler tem dois livros premiados com apenas 21 anos.


Com apenas 21 anos, Luisa Geisler, nascida em Canoa no Rio Grande do Sul, tem dois livros publicados e premiados pelo SESC de Literatura.

  Estudante de Relações Internacionais teve seu primeiro livro, “Contos de Mentira” em 2001 e um ano depois lança um romance que investiga a relação entre dois primos, Clarissa de 11 anos e Arthur de 18 anos com o título “Quiçá”.

  Luisa tem como influencia para escrever seus livros conflitos familiares, globalização, individualismo e no conflito de gerações, também busca inspiração em histórias de outras pessoas para escrever.

 No livro “Contos de Mentira”, Luisa fala sobre pequenas mentiras que nos fazem humanos, reunindo dezessete textos com histórias de pessoas que falam de sentimentos e mentiras metafóricas, também retratando o ser humano sozinho com sua incompletude. Foi escolhido pela comissão final formada por Raimundo Carrero e Marina Colasanti por conter pequenas histórias densas que retratam o ser humano solitário, levando o Prêmio Sesc Literatura. Esta à venda no bestbooks.com.br (por R$ 23,72).
 
 “Quiçá” tem como trama três núcleos principais, como história principal a relação entre Arthur e Clarissa, primos sem muita intimidade que acabam morando na mesma casa. A segunda linha é o almoço de família no Natal e a alegria superficial que envolve a família. No terceiro núcleo há várias histórias fragmentadas de vivências e sensações, mostrando uma felicidade superficial aos olhos do mundo.

  O livro envolve o leitor ao apresentar uma linguagem coloquial contemporânea relatando os detalhes íntimos humano. “Quiçá” também foi premiado pelo SESC Prêmio de Literatura, está à venda em bestbook.com.br (por R$ 33,92).
 
 Os planos de Luisa Geisler é diminuir o ritmo de compromissos , continuar a escrever se formar em Relações Internacionais e terminar de escrever mais um romance.

Matéria: Letícia Maciel
 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

O que é Crônica?

         A crônica é um tipo de narração, uma história curta em grande parte das vezes. Você pode encontrar crônicas em livros (podem ser compilações e crônicas), jornais (em sessões especificas para as histórias), internet e diversos meios de comunicação.
          Em grande parte as crônicas falam do dia-dia, sempre tem algum tipo de ensinamento, não explicito, mas incutido na narrativa. Há algumas características nas crônicas. Você vai encontrar essas histórias tanto em primeira como em terceira pessoa. O estilo coloquial também é bem marcante e talvez seja o que torna mais gostoso de ler uma boa crônica.
         A linguagem pode variar de acordo com a intenção do autor, uma linguagem que vá pelo caminho da ironia ou do humor. Realmente varia muito de escritor para escritor. Os fatos dessas histórias podem ser reais ou fictícios.
            A denominação deste tipo de textos, crônica, vem do latim chronica e significa algo como contar acontecimentos em ordem cronológica. Podemos entender como uma espécie de registro dos acontecimentos em sua ordem original.
           O advento da imprensa fez com os dois últimos séculos fossem povoados de crônicas, isso por que este tipo de história vai muito bem nas paginas dos jornais.

"Estamos com Fome de Amor"

Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.

Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.

Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!".

Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.

Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.

Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".

Antes idiota que infeliz!

Arnaldo Jabor

Pamella Durante

"Livro das Horas"

          Recentemente lançado pela editora Record, a obra de grande sucesso de Nélida Piñon, "Livro das Horas", explica de forma emotiva a relação da escritora  e de seus amigos. Os mesmos, por sua vezes, relatam que Nélida gosta de estar sempre atualizada nos assuntos gerais e nas fofocas também! Em entrevista por telefone para o Estado, ela diz que certa vez lhe perguntaram como ela consegue tal proeza, e divertindo-se respondeu "Sei muito porque não conto". Para ela, a fidelidade para com o silencio é, sem dúvida, um dos principais motivos que explicam a longevidade de suas amizades.



          De qualquer maneira, Nélida revelou ser uma escritora completamente sentimental ao escrever este livro. O tal é um mix de memória, autobiografia e ensaio, além de envolver reminiscências de amigos próximos e dela mesma. É deste modo que a escritora permite que o leitor conheça detalhes de sua amizade de muitos anos com inúmeros nomes de grandiosíssima importância para a literatura brasileira, como Clarice Lispector.



         O título que o livro recebeu faz referencia aos livros de orações da época da Idade Média, cujos eram divididos em horas. Dá-se então, a nomeação da obra. "É muito significativo, porque a prece é o complemento do que expressa a palavra. (...) É uma obra sobre a memória, sim, mas não apenas individual: também coletiva, pois é necessária a presença do outro para existir a reflexão e aqui busco refletir sobre o amor, a morte, a desilusão, sobre o mundo, enfim", declara a autora. 

                                                                                                                                      Pamella Durante