Folha de Pena e Caneta de Papel
AFINAL, NADA PRECISA DE LÓGICA!
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Em Defesa do Humor
É o próprio autor mexicano Juan Pablo Villalobos quem admite: não consegue deixar de fazer graça. Radicado em São Paulo, o autor do surpreendente romance de estreia Festa no Covil conversou nesta quarta, na Praça da Alfândega, sobre humor com Cíntia Moscovich e Fabrício Carpinejar. Para ele, tanto o México quanto o Brasil têm problemas que só podem ser encarados com humor ou drama. Ele escolhe o riso. "Nossas sociedades têm muitas deficiências, muitas questões a resolver. No nível político, nossos países são absurdos, então a atitude diante disso pode ser a de rir ou a de pender para o trágico, o dramático", disse o autor à reportagem de Zero Hora, em um português fluente e quase sem sotaque.
Justamente por estar morando no Brasil, Villalobos foi convidado pela Granta inglesa para escrever textos apresentando a edição da polêmica seleção dos 20 Maiores Escritores Brasileiros anunciada em julho deste ano. O resultado tem sido publicado no site da revista (www.granta.com).
São textos engraçadíssimos sob o ponto de vista de um "emissário comercial extraterrestre" enviado ao Brasil. O mais recente é um hilário guia Brasil: Modo de Usar, com coisas como "O sistema bancário brasileiro foi criado por um escritor checo chamado Franz Kafka" ou "Dicas que podem salvar sua vida: nunca verbalize uma única opinião negativa sobre música brasileira (...) Tenho certeza de que eles esperavam um ensaio, sério, apresentando aspectos culturais do Brasil, mas preferi apresentar meu olhar bem-humorado de estrangeiro residente".
Na mesa que dividiu com Carpinejar e Cíntia, provocado pelos interlocutores, falou da construção de seu romance, narrado em tom de fábula sarcástica pela voz de uma criança filha de um barão do tráfico: "Eu pensava em fazer a história de um garoto com um desejo esquisito, o de ter um hipopótamo. Depois, pensei o que aconteceria se ele pudesse realizar esse desejo. Só sendo filho de alguém poderoso, um narcotraficante".
Justamente por estar morando no Brasil, Villalobos foi convidado pela Granta inglesa para escrever textos apresentando a edição da polêmica seleção dos 20 Maiores Escritores Brasileiros anunciada em julho deste ano. O resultado tem sido publicado no site da revista (www.granta.com).
São textos engraçadíssimos sob o ponto de vista de um "emissário comercial extraterrestre" enviado ao Brasil. O mais recente é um hilário guia Brasil: Modo de Usar, com coisas como "O sistema bancário brasileiro foi criado por um escritor checo chamado Franz Kafka" ou "Dicas que podem salvar sua vida: nunca verbalize uma única opinião negativa sobre música brasileira (...) Tenho certeza de que eles esperavam um ensaio, sério, apresentando aspectos culturais do Brasil, mas preferi apresentar meu olhar bem-humorado de estrangeiro residente".
Na mesa que dividiu com Carpinejar e Cíntia, provocado pelos interlocutores, falou da construção de seu romance, narrado em tom de fábula sarcástica pela voz de uma criança filha de um barão do tráfico: "Eu pensava em fazer a história de um garoto com um desejo esquisito, o de ter um hipopótamo. Depois, pensei o que aconteceria se ele pudesse realizar esse desejo. Só sendo filho de alguém poderoso, um narcotraficante".
Erik Ferrazzi
Último Lançamento de Ronaldo Augusto
Arroz de festa é um simpático clichê que se encaixa ao momento do poeta Ronald Augusto. Às 18h desta quinta, o autor volta à Praça de Autógrafos da Feira, desta vez para o lançamento de "Decupagens Assim", uma obra de ensaios e críticas literárias escritas a partir de 2004. Acontece que Ronald já havia tido a proeza de autografar dois livros na última quarta-feira, um atrás do outro: Cair de Costas e Oliveira Silveira – Obra Reunida.
Em comum nas três obras, há a presença de um filete por onde escorre uma identidade negra. Ronald e Oliveira Silveira tratam da inquietação racial - e nisso eles se parecem muito. Ambos espantam o ranço de um mofo bem comum ao assunto e se utilizam de uma linguagem feito música, verbalizada, que se abre à imaginação.
Cair de Costas, por exemplo, reúne seis livros de poesia de Ronald de edições antigas, já esgotadas. Sobre essa obra, outro poeta, Ricardo Silvestrin, ao ler os poemas de priscas eras até os mais recentes, disse ter flagrado essa constância negra. Tem razão Silvestrin, embora Ronald não pose assim como um ator da causa. Desde os primeiros versos, Ronald demonstra uma inquietação com a linguagem, sugestiva e ágil.
Em comum nas três obras, há a presença de um filete por onde escorre uma identidade negra. Ronald e Oliveira Silveira tratam da inquietação racial - e nisso eles se parecem muito. Ambos espantam o ranço de um mofo bem comum ao assunto e se utilizam de uma linguagem feito música, verbalizada, que se abre à imaginação.
Cair de Costas, por exemplo, reúne seis livros de poesia de Ronald de edições antigas, já esgotadas. Sobre essa obra, outro poeta, Ricardo Silvestrin, ao ler os poemas de priscas eras até os mais recentes, disse ter flagrado essa constância negra. Tem razão Silvestrin, embora Ronald não pose assim como um ator da causa. Desde os primeiros versos, Ronald demonstra uma inquietação com a linguagem, sugestiva e ágil.
Erik Ferrazzi
"Ai Meu Deus, Ai Meu Jesus", de Carpinejar
Carpinejar vem colecionando prêmios: Jabuti (Câmara Brasileira do Livro), APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), Erico Verissimo (Câmara Municipal de Vereadores de Porto Alegre), Olavo Bilac (Academia Brasileira de Letras), Cecília Meireles (União Brasileira de Escritores) e o Açorianos de Literatura em três edições (Secretaria de Cultura de Porto Alegre). Isso falando só nos mais importantes. São 20 os livros editados: oito de poesia, cinco de crônicas e sete infantojuvenis.
Além de poeta e cronista, é jornalista e professor. E apresentador da TV Gazeta. E comentarista da Rádio Gaúcha. Colunista da Zero Hora. E blogueiro. E twitteiro. E saltimbanco, acrobata, demiurgo, hermeneuta, aforista, menestrel, performático, estiloso e outros desaforos mais. Não bastasse isso tudo, é uma das 27 personalidades mais influentes na internet, escolhido pela revista Época: são mais de 2 milhões de visitas ao blog e mais de 150 mil seguidores no Twitter. São índices que raramente a literatura produz. E vale a lembrança que suas aparições na mídia são posteriores ao sucesso literário. Ou seja, a obra escrita o precedeu como figura pública.
Escrito de cabo a rabo com humor e contundência, pertence à aquela espécie de livro que, depois de pegá-lo, fica imantado nas mãos. É impressionante a capacidade que o autor demonstra ao fotografar cenas comuns e cotidianas da vida amorosa. Ao escrevê-las, faz com aquela aguda leveza que provoca um riso lá pelos dentros do leitor, que se reconhece no efeito de "É isso! É isso mesmo!".
Além de poeta e cronista, é jornalista e professor. E apresentador da TV Gazeta. E comentarista da Rádio Gaúcha. Colunista da Zero Hora. E blogueiro. E twitteiro. E saltimbanco, acrobata, demiurgo, hermeneuta, aforista, menestrel, performático, estiloso e outros desaforos mais. Não bastasse isso tudo, é uma das 27 personalidades mais influentes na internet, escolhido pela revista Época: são mais de 2 milhões de visitas ao blog e mais de 150 mil seguidores no Twitter. São índices que raramente a literatura produz. E vale a lembrança que suas aparições na mídia são posteriores ao sucesso literário. Ou seja, a obra escrita o precedeu como figura pública.
Escrito de cabo a rabo com humor e contundência, pertence à aquela espécie de livro que, depois de pegá-lo, fica imantado nas mãos. É impressionante a capacidade que o autor demonstra ao fotografar cenas comuns e cotidianas da vida amorosa. Ao escrevê-las, faz com aquela aguda leveza que provoca um riso lá pelos dentros do leitor, que se reconhece no efeito de "É isso! É isso mesmo!".
Erik Ferrazzi
Fotografias de Flávia Junqueira em "Gorlovka"
Em "Gorlovka, 1951", Flávia Junqueira apresenta fotografias feitas em 2011 em um Palácio da Cultura da era soviética abandonado na cidade de Gorlovka, Ucrânia. A exposição está em cartaz no Museu da Imagem e do Som (Avenida Europa, 158 - (11) 2117 4777 - www.mis-sp.org.br) de 7/11/12 a 6/1/13 às terças a sábados, das 12 às 22h; e aos domingos e feriados, das 11 às 21h. A entrada é gratuita.
"Doces Sonhos" e "Pregoeiros", da artista cubana Tania Dearriba. De 6 a 30/11/23, o Club Transatlântico (Rua José Guerra, 130 ? Chácara Santo Antônio - www.clubtransatlantico.com.br) recebe a exposição "Uma viagem com várias estações". A galeria está aberta de segunda à sexta-feira, das 9h às 22h, e todas as obras estarão à venda.
Obra de Cristina Schleder da série "Janelas". De 6 a 17/11/12, a mostra gratuita "O Olhar de Cada Um" conta com 20 fotografias e está em cartaz na Galeria Arte Aplicada (Rua Haddock Lobo, 1406 - Jardim Paulista (11) - 3064-4725) de segunda a sexta das 10h às 19h, e sábado das 10h às 14h. Mais informações podem ser encontradas em www.arteaplicada.com.br
"Doces Sonhos" e "Pregoeiros", da artista cubana Tania Dearriba. De 6 a 30/11/23, o Club Transatlântico (Rua José Guerra, 130 ? Chácara Santo Antônio - www.clubtransatlantico.com.br) recebe a exposição "Uma viagem com várias estações". A galeria está aberta de segunda à sexta-feira, das 9h às 22h, e todas as obras estarão à venda.
Obra de Cristina Schleder da série "Janelas". De 6 a 17/11/12, a mostra gratuita "O Olhar de Cada Um" conta com 20 fotografias e está em cartaz na Galeria Arte Aplicada (Rua Haddock Lobo, 1406 - Jardim Paulista (11) - 3064-4725) de segunda a sexta das 10h às 19h, e sábado das 10h às 14h. Mais informações podem ser encontradas em www.arteaplicada.com.br
Erik Ferrazzi
Nova "Virada" de Impressionismo no Rio de Janeiro
Entre os dias 17 e 18 de novembro, o Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro promove mais uma Virada Impressionista. Das 9h do sábado às 21h do domingo, o espaço funciona sem interrupções para que os visitantes possam conferir as obras da exposição "Impressionismo: Paris e a Modernidade, Obras Primas do Acervo do Museu d’Orsay de Paris, França".
Será a segunda edição do evento, que vai ocorrer entre os feriados do dia 15, Dia da Proclamação da República, e do 20, Dia da Consciência Negra.
Com 85 obras vindas do Museu d'Orsay, em Paris, na França, a mostra é gratuita e está em cartaz desde 23 de outubro. Obras de artistas como Monet, Renoir, Cézanne, Van Gogh e alguns menos conhecidos como Carolus-Duran e Louis Anquetin são exibidas no espaço.
A primeira virada impressionista carioca ocorreu no sábado, dia 27 de outubro. Em São Paulo, onde esteve em cartaz de de 4 de agosto a 7 de outubro, a mostra atraiu 320 mil visitantes.
Pamella Durante
Paródia de "Avenida Brasil"
Em temporada no Rio de Janeiro desde setembro de 2012, a paródia de "Avenida Brasil", intitulada "Novela Brasil" prorrogou sua temporada até 14 de novembro. As peças serão exibidas no Theatro NET RIO e as apresentações são às terças e quartas, às 21h.
No espetáculo, o público vai rever momentos de personagens de “Avenida Brasil”, como Carminha (Adriana Esteves), Nina (Débora Falabella), Max (Marcelo Novaes), Tufão (Murilo Benício), Ivana (Letícia Isnard), Suellen (Ísis Valverde), Monalisa (Heloísa Perissé), Leleco (Marcos Caruso), Muricy (Eliane Giardini), Ágata (Ana Karolina Lannes), Mãe Lucinda (Vera Holtz) e Nilo (José de Abreu).
Onde: Theatro NET RIO – Sala Paulo Pontes / Rua Siqueira Campos, 143 / Sobreloja, Copacabana – Rio de Janeiro - RJ
Quando: Terças e Quartas às 21h até 14 de novembro
Quanto: R$ 50,00 / R$ 25,00 (meia-entrada)
Compra de ingressos: Na bilheteria do teatro ou através do site www.ingresso.com
Funcionamento daBilheteria: Todos os dias, de 10h às 20h (para compra antecipada)
Formas de pagamento: Dinheiro, cartão de crédito e débito
Duração do espetáculo: 90 minutos
Classificação etária: 14 anos
Capacidade da sala: 100 lugares
Pamella Durante
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